
Certamente fui mais um dos praticantes de BDSM que se achava esquisito, um pouco deslocado dos demais colegas por ter certos gostos. Os antigos filmes de bandidos e mocinhos nos quais a heroína era amarrada me fascinavam e excitavam. Vê-la se contorcer para poder se libertar sem conseguir me deixava agitado.
Coisa de adolescente ou algum problema psicológico que se anunciava? Bom, também como vários praticantes do BDSM, a internet veio responder estas questões. A prática em questão chama-se bondage - a primeira letra da sigla. E, juntamente com as respostas em sites de produtoras de vídeos (para quem é do início da internet no Brasil, uma referência era o site da California Star), também encontrei, nas salas de bate-papo, pessoas com as mesmas inclinações.
Sensação de alívio. Eu não estava sozinho ...rs
Trocas de informações e experiências foram me conduzindo neste caminho. Ressalto aos leitores que pretendem iniciar também, utilizem o bom senso quando conversarem com outras pessoas, seja em salas de bate-papo, seja real. Nem sempre o relato de uma pessoa se adequa àquela que ouve. Ou, talvez, ainda não esteja madura o suficiente para pô-la em prática. Contudo, há que se ter parcimônia. Não é preciso pressa. Aliás, é uma deliciosa brincadeira fazer certas coisas devagar, saboreando as expressões de ansiedade e um pouco de excitação nos olhos da escrava ...rs
Após conhecer o bondage - prática de imobilização por cordas, mais conhecido no ocidente - tomei conhecimento de outra, semelhante e mais antiga ainda: o shibari. Fotos e mais fotos foram enchendo meu computador. As expressões mistas de prazer e dor nos rostos das modelos fizeram com que eu procurasse mais e mais (bons tempos aqueles das salas de imagens, quando tudo era início e a qualidade era melhor) informações sobre os assuntos. Até encarreguei minha menina de fazer um relatório sobre o shibari (posteriormente vou publicá-lo aqui).
Da teoria à prática, a coisa fluiu normalmente. Considero-me com sorte, pelas pessoas que encontrei no meu caminho, pela honestidade e caráter. E, como todo bom praticante ao estilo oriental, sigo aprendendo cada dia. Novos nós, novas amarrações, novos desafios.
Para saber mais sobre:
MESTRE SCORPIO
