quarta-feira, 18 de junho de 2008

Essa coleira tem "dona"




No mundo BDSM, a coleira significa propriedade. Um(a) escravo(a) ou submisso(a) a utiliza para mostrar aos demais que pertence a alguém. A coleira tem o símbolo do(a) Dono(a). Em qualquer circunstância, a propriedade é identifcada ao portar o símbolo do proprietário.

E o símbolo é, além da identificação do(a) Dono(a), também uma das formas de demonstrar servidão, respeito e - por que não dizer - carinho. E por que um símbolo ou, em alguns casos, a abreviação do nome do(a) Dono(a), sem o complemento do nome da(o) escrava(o)? Quando uma relação D/s termina, há a devolução da coleira. Assim, ela (coleira) poderá ser passada à próxima escrava(o).

No meu caso, escolhi um caminho diferente. Encomendei uma coleira que só pode ser usada por minha menina. Única. Exclusiva. Eterna. A união do meu símbolo com o número de registro da minha escrava. Mestre Scorpio e bia.biazinha unidos. Essa coleira tem uma "dona" e se chama bia.biazinha.

Às vésperas de completarmos seis meses juntos fiz um comentário superficial sobre o presente. Os olhos brilharam. Curiosa como ela, minha menina me encheu de perguntas e tentativas para que eu deixasse escapar algo a mais...rs,rs. Minha única pista foi a de que seria algo "que só você pode usar".

Há algum tempo já vinha pensando em algo nesse sentido. Um relacionamento BDSM em certos casos demora a amadurecer; em outros, é relativamente rápido. Mas a questão principal é que um sempre está aprendendo com o outro, sempre crescendo. Isso é muito bom.

Minha menina, sei que já nos cumprimentamos e trocamos presentes. Mas ainda faltava publicar esse post. Agora sim, está completo. Feliz seis meses (quase sete..rs)!!

Te adoro, menina sapeca. Teu sorriso ilumina.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Início no BDSM


Certamente fui mais um dos praticantes de BDSM que se achava esquisito, um pouco deslocado dos demais colegas por ter certos gostos. Os antigos filmes de bandidos e mocinhos nos quais a heroína era amarrada me fascinavam e excitavam. Vê-la se contorcer para poder se libertar sem conseguir me deixava agitado.

Coisa de adolescente ou algum problema psicológico que se anunciava? Bom, também como vários praticantes do BDSM, a internet veio responder estas questões. A prática em questão chama-se bondage - a primeira letra da sigla. E, juntamente com as respostas em sites de produtoras de vídeos (para quem é do início da internet no Brasil, uma referência era o site da California Star), também encontrei, nas salas de bate-papo, pessoas com as mesmas inclinações.

Sensação de alívio. Eu não estava sozinho ...rs

Trocas de informações e experiências foram me conduzindo neste caminho. Ressalto aos leitores que pretendem iniciar também, utilizem o bom senso quando conversarem com outras pessoas, seja em salas de bate-papo, seja real. Nem sempre o relato de uma pessoa se adequa àquela que ouve. Ou, talvez, ainda não esteja madura o suficiente para pô-la em prática. Contudo, há que se ter parcimônia. Não é preciso pressa. Aliás, é uma deliciosa brincadeira fazer certas coisas devagar, saboreando as expressões de ansiedade e um pouco de excitação nos olhos da escrava ...rs

Após conhecer o bondage - prática de imobilização por cordas, mais conhecido no ocidente - tomei conhecimento de outra, semelhante e mais antiga ainda: o shibari. Fotos e mais fotos foram enchendo meu computador. As expressões mistas de prazer e dor nos rostos das modelos fizeram com que eu procurasse mais e mais (bons tempos aqueles das salas de imagens, quando tudo era início e a qualidade era melhor) informações sobre os assuntos. Até encarreguei minha menina de fazer um relatório sobre o shibari (posteriormente vou publicá-lo aqui).

Da teoria à prática, a coisa fluiu normalmente. Considero-me com sorte, pelas pessoas que encontrei no meu caminho, pela honestidade e caráter. E, como todo bom praticante ao estilo oriental, sigo aprendendo cada dia. Novos nós, novas amarrações, novos desafios.

Para saber mais sobre:

BDSM
Bondage

Shibari


Um abraço e até a próxima,


MESTRE SCORPIO

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

A primeira, a preferida!



Para um Dominador, certamente a colocação da coleira em
sua escrava é um momento especial. É o ponto alto de uma relação. Não é apenas o simbolismo de que alguém tem um Dono ou Dona, mas que concretiza a entrega de um ser a outro.

No meu caso, minha escrava é minha namorada. A sessão de encoleiramento foi muito bonita, com um pouco de liturgia, um pouco de improviso (sempre acho que não se deve seguir um roteiro pré-estabelecido; tira a graça de uma sessão) e, depois, um misto de alegria e satisfação. Aquela que hoje porta meu nome e coleira é quem eu escolhi (e porque não dizer que ela também me escolheu?) para conviver, não somente uma relação Dono/escrava, mas de Namorado/namorada.

E posso dizer que tenho muita sorte. Não apenas pela escrava, mas também como ocorreu nosso processo de negociação. Foi claro, objetivo e bom, muito bom. Além do mais, há a coleira em questão. Exatamente como imaginei - aliás, melhor. Branca, fina e ficou linda na minha menina.

Realmente, não tinha, no momento da encomenda, uma idéia muito clara de como a coleira deveria ser feita. Informei minha idéia geral ao meu amigo, Sr. WZ. A criatividade ficou a cargo dele. Fiquei muito surpreso e satisfeito com o resultado. Em seguida, já fiz mais duas encomendas (ainda havia uma para sessões e outra, a tradicional preta) ...rs,rs

Mas a coleira branca sempre será minha preferida. Não apenas por ser a primeira, por representar nossa união nos "dois mundos" mas, porque quem a porta, é minha menina, às vezes sapeca, levada da breca... minha bia.biazinha.

PS: Vai meu agradecimento mais uma vez ao amigo WZ pelas coleiras (ah, e os presentes de Natal também ...rs), que entendeu minhas idéias e as concretizou muito bem.

Um abraço e até a próxima,

Mestre Scorpio

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Depois de muito adiar...

Finalmente decidi iniciar meu blog. Sempre preferi tratar o mundo BDSM não apenas pelas liturgias e filosofias próprias do meio, mas, também, pelo lado das relações humanas. Porque, por mais que chamemos nossas(os) parceiras(os) de escravas(os), elas(eles) não deixam de ser seres humanos. Assim, quero deixar bem claro que as opiniões, quando e se forem publicadas aqui, são pessoais. Não tenho a pretensão de que sejam leis encerradas e não abertas a discussões ou outros pontos de vista.

Aliás, esse é um dos preceitos do blog, não é mesmo? Divulgar opiniões e suscitar debates (de bom nível, já vou avisando). Qualquer comentário pejorativo ou de baixo nível nem mesmo será considerado.

Sei que agora estou "parindo" um filho...rs,rs. Alimentar um blog exige disciplina. Não dá para publicar um texto num dia e ficar uma semana abandonado. Quem cria um blog está se dispondo a escrever com certa freqüência. E é o que pretendo fazer.

Mas este blog não tem a pretensão de ser apenas textos e reflexões minhas. Quando possível - e após conversar com as pessoas em questão - vou inserir links que remetam aos demais blogs, sites, perfis e comunidades do Orkut, ou de outros sites de relacionamento.

Estamos sempre aprendendo com as pessoas - daí minha visão das relações humanas. Um verdadeiro praticante do BDSM, seja Top ou bottom, deve ser, antes, humilde e reconhecer que não sabe tudo. E não vejo demérito nenhum em que um Dominador, por exemplo, não possa aprender com uma submissa - ou até mesmo com sua própria. É antes de tudo, um momento que enriquece uma relação. E que se for realmente levada a sério por ambos (ou mais) tem tudo para dar certo.

Um abraço e até a próxima,


Mestre Scorpio